Um adolescente de 13 anos foi encontrado morto, nesta terça-feira (11), após cair de uma antena de transmissão abandonada no bairro de Ouro Preto, Olinda.
De acordo com informações apuradas pela TV Jornal, recolhidas no local do acidente, o adolescente chegou na torre por volta das 15h, logo após a escola, e subiu com amigos.
Eles foram vistos em uma parte com janelas e depois no andar mais alto da estrutura, que tem 83 metros de altura. No momento da descida, ele caiu e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local.
“Eu estava em casa e minha irmã chegou chorando, dizendo que ele tinha caído daqui. A gente tinha acabado de ver a reportagem na TV, aí eu peguei um carro e vim aqui ver o que tinha acontecido de verdade. Me disseram que ele veio tirar fotos com os amigos e a fatalidade aconteceu”, contou o tio do adolescente.
O tio conta que ele não tinha o costume de desviar o caminho na volta da escola e que não sabe se ele caiu ou foi empurrado.
Os policiais estavam no local e acionaram os bombeiros e o Samu, entretanto, o menino já estava em óbito. “A mãe dele está ali, acabada. Ele era filho único. Um menino bom, estdioso, muito quieto, era na dele demais”, continuou.
Uma moradora conta que é muito comum que os adolescentes subam na torre. “É comum que as crianças subam, porque elas ficam curiosas para ver”, contou uma moradora.
A Defesa Civil foi acionada e o Coronel Albuquerque, secretário executivo de Olinda, conta que a pesar da torre ser de iniciativa privada, eles foram acionados para prestar apoio. “A gente adotou as providências no que diz respeito, para verificar se era uma área de risco e para acionar os bombeiros, devido ao óbito”.
Ele conta que vai haver uma análise através do Instituto de Criminalística, averiguando se o que ocorreu foi de fato um acidente. A prefeitura deve notificar o proprietário da torre, para identificar quem é o responsável pela zeladoria.
“A gente vai tratar inicialmente as famílias que estão no entorno e fica de alerta para não fazer aquilo que não é seguro. Uma criança de 13 anos desacompanhada colocando em risco a própria segurança”, concluiu o Coronel.
Do JC
