O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) se manifestou nesta sexta-feira (2) sobre a decisão da Polícia Federal (PF) que determinou o retorno dele ao cargo de escrivão da corporação, do qual havia se licenciado para exercer o mandato parlamentar até ser cassado por faltas.
O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro, afirmou não ter “condição de voltar ao Brasil agora” e disse que “não entregará” a posição na corporação “de mãos beijadas”.
“Vou lutar por ele (pelo cargo na PF). Fui uma pessoa que batalhou para ser aprovada nesse concurso”, disse Eduardo.
O ato foi assinado pelo diretor de gestão de pessoas substituto Licinio Nunes de Moraes Netto no dia 31 de dezembro, e publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU). Ao longo de 2025, Eduardo foi alvo de processos administrativos disciplinares por protagonizar ataques à PF e ameaçar publicamente delegados federais.
A publicação menciona o “retorno imediato” de Eduardo “para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional” ao exercício do cargo na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (DPF/ARS/RJ), chefiada pelo delegado Clayton Lúcio Santos de Souza.
“A ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”, ressalta o documento.
da FolhaPE
