O Sport divulgou, neste domingo (11), o Portal da Transparência, plataforma que passa a concentrar informações administrativas, financeiras e institucionais do clube, seguindo o que determina a Lei Geral do Esporte. A ferramenta também faz parte de um compromisso estabelecido pela atual Diretoria Executiva, liderada por Matheus Souto Maior, eleita em dezembro de 2025.
Segundo o clube, o objetivo é fortalecer a cultura de responsabilidade, controle e prestação de contas, permitindo que todo torcedor rubro-negro acompanhe processos internos, gastos e números que dizem respeito à gestão leonina.
Junto ao lançamento da plataforma, o Sport disponibilizou um relatório de cinco páginas detalhando a situação financeira encontrada pela nova gestão no dia da posse, em 19 de dezembro de 2025.
O documento informa que havia R$ 70,5 milhões em obrigações vencidas, além do passivo acumulado de exercícios anteriores. A última gestão rubro-negra, então presidida por Yuri Romão e tendo Raphael Campos como vice-presidente executivo, deixou o cargo por renúncia antecipada, o que forçou a realização de eleições no fim de 2025.
As dívidas vencidas foram categorizadas da seguinte forma:
Obrigações vencidas (dezembro de 2025)
R$ 29,4 milhões: Atletas (imagens, CLT, bônus e rescisões);
R$ 25,9 milhões: Direitos de cessão (agentes, atletas e clubes);
R$ 14,3 milhões: Fornecedores e impostos;
R$ 984 mil: FGTS.
O relatório também aponta que R$ 115,4 milhões em receitas futuras foram antecipadas e contabilizadas em 2025, comprometendo parte significativa do fluxo financeiro de 2026 e até de anos seguintes.
Entre as antecipações, estão:
R$ 100 milhões: LFU (15% dos direitos de transmissão do Brasileirão por 50 anos);
R$ 6,9 milhões: LFU (85% da receita de TV prevista até janeiro de 2027);
R$ 8 milhões: BaladAPP (parceiro de bilhetagem);
R$ 500 mil: Kappa (nova fornecedora de material esportivo).
Segundo o Sport, esses valores dizem respeito a receitas vinculadas a direitos de transmissão, bilheteria, patrocínios e programa de sócios.
Do DP
