O ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann faleceu na noite do domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. Ele estava internado no Hospital DF Star, onde lutava contra um câncer no pâncreas diagnosticado há alguns anos.
Após um longo período hospitalizado, ele havia recebido alta e estava em casa sob cuidados paliativos, mas voltou para o hospital no último fim de semana, não resistindo à doença.
Nascido em 3 de abril de 1952, no Recife, Raul Belens Jungmann Pinto era filho do advogado Sílvio Jungmann da Silva Pinto e de Ivanize Belens Jungmann Pinto. Estudou no Colégio Americano Batista e na Escola Prof. Pedro Augusto Carneiro.
Em 1976, ingressou no curso de Psicologia da Universidade Católica de Pernambuco, mas não chegou a concluir.
Sua militância política começou aos 22 anos, quando se filiou ao MDB. Após a redemocratização, ingressou no PCB. No inicio dos anos 80, participou ativamente do Movimento Diretas Já. Em 1994, foi um dos fundadores do Partido Popular Socialista (PPS), atual Cidadania.
Em 1990, com a posse do governador Carlos Wilson, foi nomeado secretário de Planejamento. Em 1993, mudou-se para Brasília, assumindo o cargo de secretário-executivo do Ministério de Orçamento e Gestão, no Governo Itamar Franco.
Em 1995, no Governo Fernando Henrique Cardoso, a convite do ministro do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, Gustavo Krause, assumiu a presidência do Ibama. Em abril de 1996, foi nomeado ministro extraordinário de Política Fundiária, cargo que exerceu até 1999. Em 2000, tornou-se ministro do Desenvolvimento Agrário.
No ano de 2002, foi eleito deputado federal. Em 2006, reelegeu-se para seu segundo mandato. Em 2010, concorreu ao Senado, mas não se elegeu. Em 2012, foi eleito vereador do Recife, com 11.873 votos. Em 2014, candidatou-se novamente a deputado federal, ficando como primeiro suplente. Em 2015, retorna à Câmara Federal para seu terceiro mandado. No Governo Michel Temer, foi ministro da Defesa e, em 2018,
tornou-se o primeiro titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública.
Desde 2022, era diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
Do DP
