O último programa de governo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve usar durante a campanha prevê a liberação de R$ 6 bilhões para a troca de caminhões pesados. A expectativa é que a medida provisória gere a venda de até 8 mil novos veículos pelas montadoras.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ao menos 6 mil unidades devem ser comercializadas até o fim do programa, previsto para maio. O setor vê a iniciativa como uma forma de conter a queda nas vendas de veículos de carga e estimular a renovação da frota.
O recuo do mercado é expressivo: dados da Anfavea mostram que as vendas de veículos em 2025 caíram 20,5% em relação a 2024, registrando o pior desempenho do setor nos últimos anos. No segmento de caminhões, a retração foi de 9,2%, com os modelos pesados respondendo por 45% do total.
O envelhecimento da frota é outra preocupação. Atualmente, a idade média dos caminhões em circulação no país é de 25 anos, o que impacta eficiência logística, manutenção e segurança nas estradas.
Segundo fabricantes, o programa deve ajudar a estabilizar o mercado de caminhões pesados ao longo de 2026, fortalecendo a indústria e contribuindo para a modernização de um setor estratégico para a economia brasileira.
