A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba, na unidade prisional onde cumpre pena, um tratamento de “neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano (CES)”.
No pedido protocolado nessa quinta-feira (19), os advogados informam que Bolsonaro vem sendo submetido a Estímulo Elétrico Craniano (CES), técnica descrita como não invasiva, aplicada por meio de clipes colocados nas orelhas, com sessões que duram entre 50 minutos e uma hora.
Segundo a defesa, o procedimento foi iniciado durante uma internação ocorrida no fim de abril de 2025, sob orientação do psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado. Laudo anexado aos autos afirma que o protocolo busca a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central”, com o paciente em repouso consciente.
Os advogados relatam que, nos primeiros oito dias de aplicação, houve melhora no sono, nos quadros de ansiedade e depressão e nos episódios de soluços.
Na petição, os advogados solicitam autorização para que o profissional responsável possa entrar na carceragem três vezes por semana, independentemente das visitas ordinárias, e por prazo indeterminado. Também requerem permissão para que ele leve o equipamento necessário à aplicação do estímulo elétrico craniano.
