Brasil

Cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras

O custo da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras no mês de fevereiro, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre as cidades com maior elevação estão Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%) e Recife (1,98%). Já em 13 localidades, incluindo o Distrito Federal, foi registrada queda no preço médio dos produtos.

Entre os fatores que contribuíram para o aumento está a alta no preço do feijão, que ficou mais caro em 26 unidades federativas. Em Campo Grande, por exemplo, o quilo do produto registrou variação positiva de 22,05%. De acordo com pesquisadores, o aumento está relacionado à oferta restrita do alimento, consequência de dificuldades na colheita e da redução da área de produção em comparação ao ano passado. A carne bovina de primeira também apresentou aumento em 20 capitais, influenciada pela menor disponibilidade de animais para abate e pelo bom desempenho das exportações.

Em fevereiro, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Nas capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98). Com base na cesta mais cara, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.164,94, valor 4,42 vezes superior ao mínimo atual, de R$ 1.621.

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