Pernambuco registra, hoje, 1,4 mil agressores domésticos utilizando tornozeleiras eletrônicas, dentro das ações que fazem parte do conjunto de medidas protetivas que são determinadas nesses casos.
No entanto, apenas 607 unidades portáteis de rastreamento (também conhecidas como botão do pânico) – permitindo que essas vítimas possam acionar a polícia, caso o agressor se aproxime delas – foram distribuídas. Os números mostram alguns dos gargalos existentes na política de defesa das mulheres no estado.
Além disso, somente entre janeiro e fevereiro deste ano, 17 feminicídios foram registrados no estado. Ainda de acordo com a Secretaria de Defesa Social, 3.957 mulheres foram vítimas de violência doméstica e familiar apenas em janeiro de 2026. Diante desse quadro, uma força tarefa para combater feminicídios e agressões contra mulheres foi lançada, nesta quinta-feira (12), pela SDS que, inclusive, reconhece outros problemas nesse combate.
Uma das metas do grupo, por exemplo, será avaliar o tempo de resposta das instituições em situações envolvendo violência doméstica. Entre os pontos analisados estão o prazo para solicitação de medidas protetivas pela Polícia Civil, o tempo de implementação dessas decisões pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar e a produção de perícias pela Polícia Científica.
De acordo com a secretária executiva de Defesa Social, Mariana Cavalcanti, a iniciativa tem como objetivo monitorar e aprimorar os procedimentos adotados pelas forças de segurança no atendimento às vítimas.
A delegada Andreza Gregório, assessora do Departamento de Polícia da Mulher (Depemol), explicou que a força-tarefa também pretende fortalecer o atendimento nas delegacias e aprimorar o encaminhamento das vítimas para a rede de proteção. “Estamos no início de uma discussão para traçar o planejamento das ações”, disse.
