Pernambuco

Influenciadora pernambucana forjou o próprio sequestro para ter mais engajamento na net

Uma influenciadora digital identificada como Monniky Fraga foi presa nesta quarta-feira (24), em Igarassu, no Grande Recife, suspeita de ter armado o próprio sequestro como estratégia para aumentar a visibilidade nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, as investigações, iniciadas em abril de 2025, apontam que o crime foi simulado com a participação de outros envolvidos e incluiu ameaças à família da mulher para dar aparência de veracidade ao caso.

De acordo com o delegado Jorge Pinto, do Grupo de Operações Especiais (GOE), o inquérito começou com o objetivo de desarticular um grupo envolvido em sequestros para extorsão. No entanto, ao longo das apurações, a polícia concluiu que a situação não passava de uma encenação.

Segundo a polícia, no dia 21 de abril de 2025, a influenciadora e o companheiro – que não tinha conhecimento do plano e chegou a ser agredido e roubado – foram abordados por ao menos três homens, em um veículo clonado, em frente à residência dela. O casal foi levado para uma área de mata, onde permaneceu por pouco tempo, apenas para reforçar a narrativa.

Enquanto isso, a mãe de Monniky passou a receber ligações e áudios com ameaças, sendo pressionada a realizar transferências para uma conta indicada pelos suspeitos.

A Operação Cortina de Likes também teve como alvos Denner José da Silva, que já estava preso no Presídio de Igarassu por outro caso, e Caio Barbosa, apontado como motorista do veículo utilizado na ação. De acordo com a polícia, Monniky e Denner tiveram um relacionamento, e ele seria um dos principais articuladores do falso sequestro.

Caio Barbosa foi morto dias antes do cumprimento dos mandados, em frente a um condomínio em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

Em entrevista a uma emissora de televisão, o advogado da influenciadora, Alexandre da Costa, classificou a operação como “aberração jurídica”.

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