Saúde

PE: Com dois casos registrados por dia, estado reforça vacinação contra gripe

Neste ano, Pernambuco registrou, em média, dois casos de SRAG decorrente de influenza por dia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Em pleno período de sazonalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a vacinação contra a gripe é ponto-chave para evitar quadros graves da doença. Em vigor desde o último dia 28 de março, a campanha de imunização segue no estado.

Em 11 dias da campanha, 322.045 mil pessoas foram vacinadas contra a Influenza no estado, repassou a SES. Destas, 238.756 são do grupo de prioridade, composto por crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais. O número representa uma cobertura de 10,79% dos prioritários – a meta do Ministério da Saúde é imunizar 90% do grupo.

O dado, no entanto, não representa uma baixa adesão, diz a superintende estadual de imunização, Magda Costa, pela fase inicial de execução da imunização. De acordo com ela, no Dia D, foram aplicadas mais de 180 mil doses, quase o dobro do Dia D de 2025, quando 98 mil pessoas foram imunizadas.

“Como não faz um mês, esse montante é importante. A gente acredita que através dos municípios, das ações que são executadas pelos municípios, é possível conseguir alcançar a meta preconizada nos grupos prioritários para a campanha”, explicou.

A superintendente destaca a importância da imunização.

“Temos todos os anos, em nosso estado, o período da sazonalidade dos vírus respiratórios, entre fevereiro e agosto. Temos altas de internação e óbito, principalmente em crianças menores de 2 anos e idosos. É preciso que a população faça a adesão à vacinação, porque assim há diminuição da circulação dos vírus e também a prevenção dos casos graves. A vacinação não vai impedir o adoecimento, mas sim que ele seja mais brando”, detalha.

SRAG no estado

Até esta sexta (10), 1.371 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram contabilizados no Informe Vigilância dos Vírus Respiratórios da SES-PE, com 29 óbitos reportados.

Destes, 204 foram decorrentes de influenza, enquanto 162 foram por outros vírus respiratórios (OVR). Além disso, 22 casos foram consequentes de COVID-19, e 17 aconteceram por outro agente etiológico, aponta a pasta. Por fim, 258 foram casos não especificados.

Em crianças
Dos 1.371 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado, 895 foram em crianças de 0-9 anos, aponta a SES. O número equivale a 65% dos registros.

Por causa da alta de casos Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Pernambuco enfrenta um alto índice de ocupação de leitos: 80% para UTI Neonatal SRAG, 87,2% para enfermaria pediátrica e 96,6% para UTI Infantil SRAG, segundo a SES.

Por meio de nota, o Governo de Pernambuco ressaltou que segue se planejando para abrir mais leitos conforme a necessidade nas próximas semanas.

Outras vacinas

Pernambuco se destacou na cobertura da vacina pneumocócica 10-valente (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Diante da vulnerabilidade das crianças, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) alerta sobre a prevenção vacinal para melhor protegê-los durante o período mais crítico.

Antes mesmo de pensar em tratar a SRAG, é preciso pensar na prevenção. Diferente de anos anteriores, o estado conta agora com a vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolites e pneumonias nos bebês.

A vacina é de dose única e pode ser tomada a partir da 28ª semana de gravidez. Com a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, a proteção é garantida nos primeiros seis meses de vida, quando há maior vulnerabilidade.

Não há restrições de idade materna e é possível receber o imunizante até perto do fim da gestação. Também é possível tomar a vacina da VSR e a de influenza, segundo a SES.

A imunização foi iniciada em Pernambuco no último mês de dezembro e já alcançou 38.541 grávidas até o momento. A estimativa de gestantes é de 114.058 gestantes, conforme o governo.

Além da imunização das mães, o estado incorporou o anticorpo monoclonal nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). O imunobiológico é injetado, como uma vacina, e direcionado a bebês prematuros (nascidos com menos de 36 semanas e 6 dias) e crianças menores de 2 anos com comorbidades específicas.

Em relação ao anticorpo monoclonal nirsevimabe, o Estado informou que já aplicou 1.599 doses, sendo 1.111 doses em crianças com peso de até 5 kg e 488 doses em crianças com peso acima de 5 kg.

Ainda de acordo com a SES, os dados da RNDS ainda estão em atualização e, portanto, o total de doses aplicadas no Estado é superior ao atualmente registrado nos sistemas oficiais.

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