Esporte

Um empate que acendeu o alerta do Náutico nesta Série B

Os mais de 10 mil alvirrubros que foram aos Aflitos saíram, mais uma vez, decepcionados. O empate com o Atlético-GO foi péssimo para o Náutico, que vai ficando cada vez mais distante do G6 da Série B. Os primeiros minutos até deram a impressão de que seria diferente. O Timbu voltou a jogar como o torcedor gosta: pressão no campo adversário, velocidade e eficiência na finalização.

O gol de Kauã Maranhã, aos 5 minutos, aumentou a esperança de uma tarde diferente nos Aflitos. O problema é que aquele futebol desapareceu rapidamente. O Náutico parou de atacar, recuou e permitiu que o Atlético-GO assumisse o controle e passasse a levar perigo ao gol de Muriel. No intervalo, a torcida pediu uma reação. Ela não veio. Aos três minutos, Muriel chegou a receber cartão vermelho, mas o impedimento de Gustavo Coutinho salvou o goleiro e o Timbu.

O alívio, porém, durou pouco. Aos 10, em um contra-ataque bem construído, Geovany Soares empatou. O Náutico precisava reagir, mas Hélio e Guilherme dos Anjos não encontraram no banco as soluções para mudar a partida. Hoje, o time parece depender demais de Jean Carlos, único capaz de criar, cobrar as bolas paradas e ainda arriscar de fora da área.

Ontem, nem o seu pé estava calibrado. Os demais jogadores evidenciam uma preocupante limitação técnica. Ao fina, As vaias da torcida traduzem exatamente o sentimento: o Náutico está perdendo terreno e, principalmente, convencendo cada vez menos.

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