De acordo com a proposta, o Ministério das Comunicações deverá contar com R$ 11,79 bilhões no próximo ano, contra R$ 3,65 bilhões previstos para 2026, sem considerar as emendas parlamentares.
O principal fator responsável pelo aumento é a previsão de um aporte de R$ 6 bilhões para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O recurso aparece entre as despesas classificadas como “outros encargos especiais” e tem como objetivo reforçar financeiramente a estatal.
Enquanto os recursos discricionários e os aportes especiais apresentam forte crescimento, as despesas obrigatórias do Ministério das Comunicações permanecem praticamente estáveis. A previsão passa de R$ 856,8 milhões em 2026 para R$ 864,6 milhões em 2027.
O aumento da verba para as Comunicações ocorre em um cenário de pressão sobre os Correios, que enfrentam dificuldades financeiras e buscam alternativas para recuperar o equilíbrio das contas.
Na outra ponta, alguns ministérios deverão registrar redução de recursos na comparação com a proposta orçamentária deste ano. Entre as principais perdas estão as pastas de Portos e Aeroportos, Fazenda e Igualdade Racial.
A LOA ainda será analisada pelo Congresso Nacional e poderá sofrer alterações durante a tramitação. A proposta estabelece as prioridades de gastos do governo federal para 2027, mas os valores finais dependerão da aprovação do Legislativo.
