O conselho da mulher em afogados da ingazeira consolidou-se como um importante instrumento de garantia de direitos e combate à violência de gênero no município pernambucano. Instituído formalmente por lei em 1 de junho de 2016, o órgão atua de forma autônoma e suprapartidária, unindo representantes da sociedade civil e do poder público para propor e fiscalizar políticas públicas voltadas tanto para a zona urbana quanto para a zona rural.
Da coordenadoria à secretaria municipal
Historicamente, a atuação em defesa das mulheres na região passou por diferentes fases de estruturação. Antes da criação do conselho e da atual secretaria, as demandas eram geridas por uma coordenadoria vinculada à assistência social. Com a criação da Secretaria da Mulher pelo poder executivo municipal, o conselho ganhou um espaço físico próprio dentro da pasta, facilitando reuniões periódicas e o atendimento direto à população.
O colegiado possui uma composição diferenciada, onde a sociedade civil detém a maioria das vagas, garantindo independência na fiscalização e na formulação de diretrizes, independentemente de mudanças de gestão política.
Principais frentes de atuação e conquistas
A atuação do conselho abrange diversos eixos de desenvolvimento e proteção social. Entre as frentes de trabalho destacadas pelas lideranças locais, encontram-se:
Acolhimento e atendimento: Oferecimento de suporte psicológico e social para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Capacitação profissional: Promoção de cursos e oficinas voltados para a autonomia financeira das mulheres.
Inclusão cultural: Ocupação de espaços historicamente masculinizados, como a poesia popular e as mesas de glosa.
Desafios na luta pela equidade
Apesar dos avanços na legislação e na visibilidade das pautas femininas, as representantes do conselho apontam que ainda há barreiras culturais e estruturais a serem superadas. A falta de conhecimento histórico sobre as lutas feministas e a persistência de preconceitos — inclusive em espaços institucionais — demonstram a necessidade de contínuo trabalho educativo e de conscientização junto à sociedade.
O órgão realiza reuniões mensais abertas para discutir novas estratégias de inclusão, combater a violência doméstica e fortalecer a autonomia das mulheres em todas as esferas da sociedade afogadense.
