Pernambuco

Seca atinge 106 municípios de Pernambuco e prejuízos já chegam a R$ 1 bilhão

Mais da metade dos municípios de Pernambuco enfrenta situação de emergência em decorrência da estiagem prolongada. Ao todo, 106 dos 184 municípios pernambucanos estão sendo afetados pela falta de chuvas, um aumento de 31 cidades em relação ao decreto publicado pelo Governo do Estado em junho deste ano.

De acordo com a Defesa Civil de Pernambuco, os prejuízos provocados pela seca já somam aproximadamente R$ 1 bilhão, principalmente nos setores da agricultura e da pecuária, que sofrem com a escassez de água e os impactos das altas temperaturas.

A situação preocupa especialmente as regiões do Sertão e parte do Agreste, onde a estiagem compromete os reservatórios e agrava as condições para a produção rural.

Temperaturas acima da média preocupam especialistas

A meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Aparecida Fernandes, já havia alertado para o aumento de aproximadamente 3°C na temperatura média do Estado.

Segundo a especialista, enquanto as temperaturas médias costumam ficar em torno de 29°C nesta época do ano, os termômetros têm registrado cerca de 32°C. A previsão é de que o calor continue intenso nos próximos meses, com possibilidade de novos recordes de temperatura.

O cenário aumenta a preocupação com a disponibilidade de água, sobretudo nas áreas que já enfrentam longos períodos sem chuvas.

Umidade do ar pode ficar abaixo de 15% no Sertão

Além da seca e do calor, a baixa umidade relativa do ar representa outro motivo de preocupação para a população pernambucana.

Conforme previsão divulgada pela Apac, até esta quarta-feira (28), os índices de umidade podem ficar abaixo de 20% no Agreste e chegar a menos de 15% no Sertão.

A situação exige cuidados redobrados, principalmente entre crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis aos efeitos do tempo seco.

A recomendação é beber bastante água ao longo do dia, evitar atividades físicas ao ar livre entre as 10h e as 17h e utilizar medidas para umidificar os ambientes.

Quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 12%, a atenção deve ser ainda maior, pois as condições podem representar riscos à saúde.

Enquanto a estiagem persiste, os municípios afetados enfrentam desafios para garantir o abastecimento de água e reduzir os prejuízos econômicos, especialmente para os trabalhadores rurais que dependem das chuvas para manter suas atividades.

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