Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as aguardadas eleições nos EUA conhecidas como midterms, ou eleições de meio de mandato. Milhões de eleitores norte-americanos vão às urnas em todo o país para decidir o futuro político da nação, em um pleito que renovará todo o Congresso e redefinirá a margem de poder e de governabilidade do presidente Donald Trump para o restante do seu mandato.
Com mais de 50 milhões de cidadãos que já exerceram o direito ao voto de forma antecipada, a disputa é vista como um verdadeiro referendo sobre a aprovação da atual gestão. O pleito ganha relevância estratégica porque o resultado determinará o nível de facilidade ou resistência que a Casa Branca enfrentará para aprovar leis, orçamentos e indicações nos próximos dois anos.
O que está em jogo no pleito americano
A renovação legislativa envolve a reestruturação das duas principais Casas do Poder Legislativo norte-americano, além de governos estaduais estratégicos. O eleitorado define a composição de forças que ditará os rumos do debate público nacional.
Estão em disputa os seguintes cargos federais e estaduais:
Câmara dos Representantes: todas as 435 cadeiras da Casa Baixa.
Senado: 35 dos 100 assentos que compõem a Casa Alta.
Governos Estaduais: o comando executivo em 36 estados do país.
Projeções e equilíbrio de forças no Congresso
Segundo as projeções mais recentes de institutos de pesquisa, o Partido Democrata desponta como favorito para conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. Essa mudança de controle pode impor forte oposição aos projetos do presidente. Por outro lado, a disputa pelo Senado permanece extremamente aberta, com análises apontando uma leve vantagem para os oposicionistas.
Atualmente, o Partido Republicano mantém a maioria em ambos os lados do Congresso. Na Câmara, a bancada governista conta com 218 cadeiras, frente a 214 dos democratas, além de um deputado independente e duas vagas em aberto. Já no Senado, os republicanos possuem 53 dos 100 assentos, garantindo a margem que agora está sob o julgamento das urnas.
O impacto das midterms na governabilidade
Analistas do cenário político apontam que as eleições de meio de mandato historicamente servem como um termômetro da satisfação popular com o Executivo. Caso a oposição consiga maioria em ao menos uma das Casas, a capacidade do governo de aprovar reformas profundas será consideravelmente limitada, exigindo maior negociação política.
Por Ulisses Neto
